quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Kite. De novo.

Oi...
Depois de mais de dois meses e uma tentativa de exclusão, encontrei no meio dos meus guardados aquela música do U2 que você gravou ao violão e mandou pra mim.
Te vi essa semana. Na hora meu coração não saiu pela boca. Sequer bateu mais forte. Você me pareceu triste, velho até com aquela cordinha de segurar óculos. Não me abalou. Na hora.
Confesso que durante o dia pensei em você várias vezes. Saindo da FIAT, com o vento batendo na minha cara, lembrei com carinho das nossas memórias, mas me veio também o gosto amargo de todas as mentiras e traições.
Agora pensei em te ligar. Te chamar pra almoçar. Saber da sua vida, de como estão os meninos, os planos para a carreira. Eu te amei muito pra você simplesmente insignificar na minha vida. Não vou fazê-lo por respeito à pessoa que está ao meu lado agora. Que me ama e me respeita, que me aceita como eu sou do alto da pouca maturidade dos meus 26 anos e da minha necessidade de gritar minha vida pro mundo numa tentativa desesperada de tirar alguns pesos meus de mim mesma.
Aí eu escuto a música pra ouvir sua voz. Pra ouvir o pedaço que foi bom nesses dois últimos anos. Você canta que sabe que isso não é o fim. Mas a gente sabe que é. Que foi.
Um beijo pra você, tudo de bom.
P.S. Tira o óculos. O céu ainda é azul e, quando anoitece, cheio de estrelas. 

Caiu uma flor no último copo d'água que acompanhou a última champagne.

“I want you to know that you don’t need me anymore.
I want you to know you don’t anyone, anything at all
Who’s to say where the wind will take you
Who’s to know what it is will break you
I don’t know wich way the wind will blow
Who’s to know when the time will come around
Don’t wanna see you cry.”

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