quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quem vai dizer tchau?



 
Tem bem menos de 24 horas a última vez que falei com você e parece que já se passaram 24 dias, 24 meses, 24 anos que cultivo uma saudade crescente. Como se eu tivesse vivido a vida inteira ao seu lado e, de uma hora pra outra, você morresse. Um infarto fulminante.
Suas últimas palavras foram mais frias do que todo o gelo das calotas polares e soterraram todos os sonhos que você, por uma semana e meia, exumou e ressuscitou.
Você é todo o meu ideal de felicidade bem na minha frente. O problema é que pra ficar ao alcance da minha mão, do meu abraço, do meu corpo eu tenho que atravessar um desfiladeiro de covardia, medo e insegurança. Virar uma página que eu custei a escrever. Desapegar. Do projeto, do desafio. Virar as costas. Cortar todos os fios de esperança que teci por meses.
O ideal já está desconstruído, mas acho que a gente se acostuma até a sofrer e morre de medo de trocar um sofrimento conhecido por outro maior e alheio.
Já tive vontade de te ligar hoje mil vezes. Assim como tive ontem, anteontem, todos os dias desde que você arrombou minha porta. E te pedir, por favor, pra me levar pra sua vida! Pra me olhar todos os dias com seus olhos pequenos de amêndoas doces, me abraçar daquele jeito de quem abraça com o corpo todo, me beijar suave e contido como quem espera a hora de abrir as comportas e beijar intenso e apaixonado. E eu poder te trazer a paz que você quer.
Muita saudade.

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